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Vol. 17, Nº 03, junho/2026
80º EDIÇÃO

AOS LEITORES

Olá!


Você já escreveu uma carta para alguém que não conhece? Já imaginou desvendar um mistério como os grandes detetives das histórias? Admira animais marinhos? Ou pensou em como seria o mundo se pudesse criar coisas novas apenas olhando pela sua janela? Nesta edição do Folhinha Aplicada, convidamos você a conhecer produções de crianças e jovens que transformaram suas ideias, experiências e imaginação em textos e desenhos muito criativos.


Na seção "Essa carta vai para...", estudantes compartilham um pouco de quem são, do que gostam e do lugar onde vivem. As cartas mostram que escrever é uma forma de criar conexões, fazer perguntas e, quem sabe, novas amizades (o que acham de enviar respostas às cartas publicadas na próxima edição do Folhinha?).

 

No "Cantinho da Leitura", você encontrará diferentes produções literárias estudantis: o poema nos convida a refletir sobre justiça e os contos trazem suspense, investigação e personagens que usam a observação, a inteligência e a criatividade para solucionar enigmas.

 

Em "Animações no Folhinha", acompanhamos as produções dos/as estudantes dos 3ºs anos do CEPAE. A partir da pergunta que Otávio Júnior faz ao final do livro "Da Minha Janela", as crianças imaginaram bairros, cidades e espaços mais acolhedores, divertidos e cheios de possibilidades.

 

Já no "Desenhos no Folhinha" conhecemos alguns animais marinhos por meio dos desenhos do João. As ilustrações feitas por ele nos lembram que a arte também é uma forma de explorar o mundo e aprender sobre assuntos variados.


Esperamos que esta edição desperte sua curiosidade, incentive novas leituras e mostre que crianças e jovens têm muito a dizer, criar e compartilhar. Quando as vozes estudantis encontram espaço para circular, toda a nossa comunidade aprende, imagina e cresce junto.


Boa leitura!

essa carta vai para...

Orientação: Profa. Kátia Duarte

Escola Municipal Chico Martins (Goianira - GO)

Goianira, 20 de maio de 2026.


Olá, eu sou um menino. Meu nome é Felipe, moro no Parque Los Angeles e torço para o Flamengo. E você?


Minha brincadeira favorita é queimada. Gosto de linguiça, carne e pizza. Estudo na Escola Chico Martins e tenho 10 anos.


O que você gosta? Qual é a sua brincadeira favorita? Como você é? O que você acha da Copa do Mundo? Qual é o seu jogador favorito? Onde você mora? Onde você estuda?

Atenciosamente,
Felipe Pereira
5º ano C

Orientação: Profa. Kátia Duarte

Escola Municipal Chico Martins (Goianira - GO)

Goianira, 20 de maio de 2026.


Oi, tudo bem?
Meu nome é Jennifer, eu estudo na Escola Municipal Chico Martins. Sou do 5º ano C. Minha cor favorita é roxo. Eu moro em Goianira, no setor San Diego.


Eu gosto muito de brincar e amo comer doces. Tenho 10 anos e vou fazer 11 mês que vem.


Agora quero te conhecer. Qual é o seu nome? Quantos anos você tem? Qual é a sua cor favorita? Onde você mora?


Aguardo suas respostas.

Atenciosamente,
Jennifer
5º ano C

Orientação: Prof. Gabriel Rebolças

Escola Municipal Chico Martins (Goianira - GO)

Goianira, 25 de maio de 2023.


Olá, amigo ou amiga!
Meu nome é Ana Sofia, tenho 10 anos, moro no Setor Los Angeles e estou no 5º ano com o professor Gabriel.


Minha matéria preferida é Ciências, porque gosto de saber sobre as experiências. Gosto de brincar na rua com as minhas amigas, andar de bicicleta, correr no parque e ler livros assustadores e de comédia. Também gosto de assistir filme de terror.


Foi um prazer me apresentar para você.


Atenciosamente,
Ana Sofia

CANTINHO DA LEITURA

POEMA

Hoje, trago ao público uma apresentação sobre o poema intitulado "Ditadura", uma obra que carrega um nome forte e que espero despertar grandes reflexões nos leitores. A autoria desse trabalho é da estudante Bianca Paulino Maciel.

 

Sou uma jovem escritora de poesias e gosto de escrever desde os quinze anos de idade. Meu estilo costuma ser mais melancólico e, às vezes, crítico. Atualmente, estou escrevendo um livro de poemas para meu TCEM (Trabalho de Conclusão do Ensino Médio). O livro é dividido em cinco cores: vermelho, azul, roxo, prata e verde. O poema a seguir pertence à categoria prata, que simboliza a injustiça.

DITADURA

Bianca Paulino Maciel

3º ano B - Cepae/UFG (Goiânia - GO)

 

No meio de palavras veladas

O inferno se forma

De todos os bons homens

Os melhores sempre tem capacidade

De perder a boa vontade

No meio de palavras perdidas

Aquele que cala

Não se fala

Aquele que fala

Não se cala

A Invisibilidade dos erros

Transforma todos em tolos

E tolos sempre cometem as piores falhas

Perante a lei da vida

Todos têm direitos diferentes

Diante da regra da morte

Todos são iguais

No final

Os tolos morrem

(Os sábios também)

Somos os mesmos

CONTO

O MISTÉRIO DA VILA GALVÃO

Nathan Sousa Santana

6º ano A - CEPMG do Setor Palmito (Goiânia - GO).

Orientação: Prof. Fábio Stoffels​

Em um bairro não muito longe do centro, eu estava em minha casa assistindo à tevê, mais especificamente, ao jornal. Estava quase dormindo, quando o repórter disse:

 

- Uma coisa misteriosa tem aparecido no bairro da Vila Galvão, sempre durante a madrugada.

 

Eu fiquei perplexo! Era o meu bairro e a minha chance de honrar o nome da minha inspiração desde criança, o Sherlock Holmes.

 

Fui procurar saber mais sobre o caso. Primeiramente, fui ao jornal ver se tinha informações sobre a criatura, porém não achei nada. Em seguida, fui pessoalmente procurá-la.

 

O jornal havia dito que a tal criatura andava nas madrugadas por ruas aleatórias, então esperei pacientemente a madrugada chegar. Deram 2:00h, e eu estava quase dormindo em pé quando ouvi um barulho no quintal. Fui lá fora verificar e não havia nada. Voltei à sala e vi um vulto em direção ao meu quarto. Fui verificar novamente e não havia nada.

 

— Devo estar alucinando! — eu disse a mim mesmo.

 

Tomei um café para despertar e fui às ruas. Passei rua por rua, lote por lote, quadra por quadra e não havia nada. Comecei a suspeitar que a notícia era falsa até que fui à praça da vila. Chegando lá, havia 3 pistas que a tal criatura poderia ter deixado:

 

Pista 1 – Uma pegada de um calçado número 44 na terra;

Pista 2 – Marcas de roda de moto na calçada;

Pista 3 – A loja de eletrodomésticos estava fechada e ela sempre ficava aberta nesse horário.

 

Então, eu pensei “Eu tenho 3 pistas neste momento, mas eu posso achar somente uma delas em outros lugares, o calçado.”

 

Comecei a suspeitar que a tal “coisa misteriosa” era algo comum, porém perigoso. Procurei uma marca de calçado número 44 por todo o bairro, porém não achei nada. Nesse momento, me veio à mente a única coisa que não tinha pensado: a minha própria casa.

 

Quando notei que ele estava na minha casa e eu não estava alucinando, corri mais rápido que nunca enquanto falava para mim mesmo: “Eu consigo! Em nome de Sherlock!”

 

Eu estava numa concentração nunca vista antes e, quando percebi, estava na frente da minha casa. Abri o portão, entrei no quarto e procurei pelo calçado, porém não achei nada. No entanto, quando olhei pela janela, ali estava, no quintal, a pegada.

 

Ele estava aqui, mas onde? Nesse momento, lembrei que havia uma casinha de cachorro no fundo da casa. Pulei da janela e eu o vi, pulando o muro para a casa do lado. Por sorte, a casa do lado era do Felipe, meu melhor amigo. Peguei meu celular do bolso e liguei:

 

— Felipe! 

 

— O que foi, Nathan?

 

— Tem um cara indo pra tua casa, eu tô ligando pra polícia. Não toca no telefone e coopera com ele!

 

— Beleza, só espero que não seja brincadeira!

 

Liguei para o 190 e a polícia estava vindo para cá. Não conseguia deitar de puro nervosismo e de ansiedade, mas consegui cochilar.

 

No dia seguinte, liguei a TV, e, no noticiário, ouvi o repórter dizendo:

— Ladrão foi pego ontem à noite graças a uma denúncia anônima!

 

O sujeito capturado era simplesmente Arthur Sousa, o bandido mais procurado de Goiás! O sujeito havia roubado uma loja na Praça do Lago, às 1h30 da madrugada e ido para parte baixa do bairro.

 

Agora finalmente podia descansar. Não fui reconhecido, mas salvei a vida do meu melhor amigo e honrei Sherlock Holmes.

O MISTERIOSO SUMIÇO DE MINHA MÃE

Gustavo Pires da Silva

6º ano B - CEPMG do Setor Palmito (Goiânia - GO).

Orientação: Prof. Fábio Stoffels​

Era uma noite fria e Francisco Halim, um jovem que adorava desvendar mistérios, fazia suas atividades extracurriculares. Sua mãe, nesse momento, fazia o jantar. De repente, um grito ecoou por toda a casa. Francisco se assustou e percebeu que o grito veio de dentro da cozinha, onde sua mãe estava. Ele saiu de seu quarto e foi em direção ao espaço culinário e, como era de se esperar, ela não estava lá.

 

Francisco se perguntou “O que pode ter acontecido?” Ele então vistoriou toda o cômodo e viu a porta dos fundos entreaberta. Mesmo com medo, decidiu ir até lá porque o caso se tratava do sumiço de sua mãe.

 

Indo em direção à porta, observou pegadas que pareciam ser de botas masculinas e decidiu segui-las. Depois de um tempo, as pegadas foram desaparecendo. Então, seu telefone tocou no modo ligação de vídeo. Um homem mascarado falou:

 

-Eu estou com alguém muito importante pra você e só a devolverei se me pagar pelo menos R$100.000!

 

Francisco desligou e ficou um tempo parado pensando, até que ele falou para si mesmo “O olhar dele me parece muito familiar...”. Então, ele decidiu observar todas as fotos de perfil de seu app de mensagens, até que parou na foto de um colega de escola. Pensou bem e o declarou suspeito principal. Francisco decidiu observar por onde o suspeito se deslocava. Depois de muito tempo, uma van estranha saiu da garagem do seu amigo. Então, Francisco, com o seu patinete elétrico, decidiu segui-la.

 

A van parou em frente a uma casa e o suspeito saiu falando para o motorista:

 

- Como poderei convencer Francisco a dar o dinheiro?

 

Francisco, discretamente, ligou para a polícia local. Depois de algum tempo, a polícia chegou e garoto relatou tudo o que o sequestrador fez. Em seguida, a polícia, sem perder tempo, prendeu o suspeito. Francisco entrou na casa em frente e encontrou sua mãe amarrada. Sem perder tempo, ele rapidamente soltou sua mãe e a levou para a casa.

 

Nosso investigador decidiu ir até o julgamento e, chegando lá, ele perguntou o porquê do sequestro de sua mãe, e o seu amigo disse:

 

- É porque eu não sei cozinhar direito e, quando fui à sua casa fazer o trabalho da escola, sua mãe fez uma comida tão boa que decidi sequestrá-la, pois ela me satisfaria cozinhando todos os dias. Eu não sei cozinhar e também não tenho dinheiro para contratar uma pessoa que faça comida para mim.

 

Francisco, rindo, disse:

 

- Um sequestro por causa de uma comida? Até me lembro dele queimando a panela fazendo ovo frito.

ANIMAÇÕES

" E SE A SUA JANELA FOSSE MÁGICA E VOCÊ TIVESSE O PODER DE CRIAR COISAS NOVAS, O QUE GOSTARIA DE VER ATRAVÉS DELA?"

 

Orientação: Profa. Jaqueline Aparecida Barbosa e Profa. Mariana de Cássia Assumpção

O trabalho realizado na 1ª escala letiva de 2026 nos 3ºs anos A e B do CEPAE teve como ponto de partida a leitura do livro Da Minha Janela, de Otávio Júnior. Inspiradas pelo convite do autor para imaginar novos olhares sobre os lugares onde vivem, as crianças conversaram sobre seus bairros, compartilharam experiências e refletiram sobre o que gostam no bairro/setor que vivem, o que gostariam de transformar e o que consideram importante para uma vida melhor. Ao ouvir diferentes perspectivas, ampliaram seu olhar sobre o próprio entorno e sobre a diversidade de formas de viver. Os trabalhos apresentados no vídeo reúnem ideias, desejos e invenções que revelam como as crianças imaginam espaços mais mágicos e acolhedores para todos.

desenhos no folhinha

VIDA MARINHA EM DESTAQUE

João Tavares Ruas

4º ano B - Cepae/UFG (Goiânia - GO)

João é bastante interessado nos animais marinhos e costuma desenhá-los espontaneamente. Nesta edição do Folhinha apresentamos duas de suas produções: a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) e o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier). Os desenhos revelam a atenção aos detalhes das espécies que admira.

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QUEM FAZ O FOLHINHA:
JAQUELINE aparecida barbosa, Leonarlley Rodrigo Silva Barbosa, Fábio Stoffels, mARIANA DE CÁSSIA ASSUMPÇÃO, gabriel REbolças e Kátia Duarte

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