Vol. 17, Nº 02, abril/2026
79º EDIÇÃO

AOS LEITORES
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cantinho da leitura
ATIVIDADE DE PRODUÇÃO ESCRITA
GÊNERO TEXTUAL: DIÁRIO
Ane Souza dos Santos - 3º ano A
Cepae/UFG (Goiânia - GO).
Orientação: Mariana de Cássia Assumpção
Goiânia, 12 de março de 2026
Querido diário!
Hoje vou te contar...se eu tivesse um poder qual seria e o que eu faria com ele.
Bom, eu queria muitos poderes como o teletransporte para eu ir e voltar da escola muito rápido, ou o poder de soltar raios pela mão para eu me defender, ou até a telecinesia para quando eu quero pegar alguma coisa de longe.
Já sei, diário querido! Eu sei o poder perfeito que além de me deixar feliz, também vai ajudar todo mundo!!!
E esse poder é...
O poder de curar todas as doenças, isso vai ajudar o mundo inteiro e eu vou ficar feliz em poder ajudar todo mundo.
Tchau, querido diário!

ATIVIDADE DE PRODUÇÃO ESCRITA
GÊNERO TEXTUAL: DIÁRIO
Manuela Dias Lima - 3º ano A
Cepae/UFG (Goiânia - GO).
Orientação: Profa. Mariana de Cássia Assumpção
Goiânia, 12 de março de 2026
Querido diário!
Hoje eu vou te contar que se eu tivesse um superpoder ele seria o de conversar com os animais, porque eu gosto muito de animais. Se o animal estivesse perdido eu poderia saber quem é o seu dono e onde ele mora. Se o animal estivesse machucado eu poderia conversar com ele para levar no veterinário e cuidar dele. Se ele estivesse com fome e sede eu poderia dar um pouco de água e comida e se o animal estivesse procurando um abrigo eu poderia falar com ele e ajudá-lo a encontrar um. Eu poderia saber se o animal está triste ou feliz, eu poderia perguntar porque ele está sozinho, ou se ele tem uma família.
Tchau, diário.

O ACAMPAMENTO FAVORITO DO PAPAI
Felipe Pereira Carvalho - 8º ano B
CEPMG do Setor Palmito (Goiânia - GO).
Orientação: Prof. Fábio Stoffels
O último final de semana do mês chegou, e, como de costume, viajamos para o acampamento no interior. Meu pai diz que é uma forma de se reconectar com a natureza. Meu avô dizia isso pra ele também. Cinquenta minutos de carro e, depois, uma trilha. Enquanto caminhávamos, meu pai contava histórias de sua infância, cruzando o rio, subindo às árvores, caçando insetos; como matou uma cobra… Nunca entendi muito bem a graça, posso subir nas árvores do parque e passar pela ponte para cruzar o rio.
O acampamento me parecia completamente igual. Meu pai sempre dizia que tudo havia mudado: “Tinham mais árvores aqui, sabe…”.
Nós ficamos o final de semana andando pelo bosque, pescando no lago, conversando com alguns senhores que cuidavam do acampamento e ajudamos a recolher lixo do pátio. Meu pai fez tudo com entusiasmo e parecia completamente satisfeito. Aproveitava tudo como se fosse a última vez.
Em casa, papai falava do vovô, que sempre aproveitava a viagem para se divertir com ele e com os seus irmãos, sobre os peixes que eles pescaram juntos, sobre as comidas que comiam, sobre cada canto do acampamento a que já foram, tudo isso em um tom nostálgico, como se não visitasse o lugar mensalmente comigo.
No mês seguinte e no próximo, seguiu como sempre. Uma diversão que eu não compreendia. No outro mês, quando chegamos lá, fomos recebidos com a notícia de que o dono do acampamento, um senhorzinho que sempre pescava junto do meu pai, havia falecido de morte natural. Herdou o terreno seu filho mais velho, que morava em outro estado. O final de semana prosseguiu melancólico, e, no mês seguinte, o acampamento já não abrira mais.
O terreno havia sido vendido, e, em pouco tempo, foram construídas ruas, casas e lojas. Meu pai estava visivelmente abatido, apesar de sempre dizer que “Já era de se esperar”. Eu nunca desenvolvi um afeto por aquele lugar, mas era estranho pensar que essa tradição de família havia subitamente acabado.
Agora, quando passo em frente ao setor urbano que foi erguido sob o acampamento, lembro-me do entusiasmo do papai, que sempre se divertia com aquele lugar, de uma forma que eu não entendia.
O MUNDO COMO EU ACHAVA QUE ERA
Fellipe Porto de Oliveira Lemes - 8º ano E
CEPMG do Setor Palmito (Goiânia - GO).
Orientação: Prof. Fábio Stoffels
Sempre pensei que fôssemos ricos. Não me leve a mal, toda criança já teve esse pensamento de que dinheiro não é um problema. Meu papai era um grande empresário, eu acho, e a mamãe, essa eu nunca conheci. Papai falava muito sobre ela, de como ela foi uma pessoa boa, que me amou muito, mas teve que ir embora, tirada de nós, por uma coisa que o papai sempre falava com ódio e peso, uma palavra que eu não conhecia, câncer. Papai falava dele como se fosse nosso maior inimigo.
Morávamos em uma casa grande, mas papai falava que não, e eu achava que era mentira. Quando eu ia à escola, papai sempre falava para eu pegar na geladeira o lanche, que se destacava na geladeira vazia. Esta nunca armazenou muita comida. Papai não perdia tempo comprando comida, mas até então nunca tinha passado fome, logo não me importava.
Meus colegas da escola sempre tinham coisas legais, eu pensava, como o Antônio, olha que tênis legal, até brilha, olha a Maria, que mochila legal, tem o tamanho de três da minha. Por que o papai nunca me deu nada assim, hein? Acho que ele está guardando para me dar um superpresente, só pode ser isso.
Um dia, andando pela casa, comecei a perceber uma coisa estranha. Dia após dia, mês após mês, os móveis da nossa casa, que não eram muitos, começaram a sumir. Papai começou a chegar mais tarde do trabalho, parecia mais triste, mais zangado e cansado. Meu lanche da escola começou a ficar mais miserável: de salgados para bolos, de bolos para bolachas, de bolachas para biscoito de polvilho.
Em uma noite, após tudo isso, acordei na madrugada, devia ser tarde, tarde demais para minha hora de dormir. Fui à nossa cozinha, que também era sala de estar, papai estava sentado no chão, já que nossa mesa não tinha cadeiras. Ele parecia triste, em lágrimas, eu acho, segurando uma carta na mão, com um nome em vermelho grandão. Ainda estou aprendendo a ler, mas consegui entender a expressão “ordem de despejo”. Não sabia o que significava aquilo, então só fui lá e dei um abraço no papai. Dormimos ali mesmo, no chão gelado da nossa não tão mais grande casa.
No outro dia, papai me acordou cedinho, como se alguém tivesse mandado. Ele falou que íamos viajar, eu perguntei para onde, mas ele não me respondeu. Fizemos nossas malas, mas não deu muita coisa, papai me olhava chorando, e eu sem entender. Quando botamos o pé para fora de casa, papai me falou, quase sem voz “Me ajuda a pegar algumas latinhas, meu pequeno”. Era como uma competição, eu pensei, mas agora, mais velho, entendo que o que passamos foi deveras desumano.
A CORAGEM DE NÃO RIR
Victor Hugo de Morais Costa - 8º ano D
CEPMG do Setor Palmito (Goiânia - GO).
Orientação: Prof. Fábio Stoffels
Naquela fatídica sala do nono ano, a ignorância falava mais alto que qualquer professor. Vinícius, um garoto sensível e inteligente, sentia-se deslocado: qualquer comentário maldoso, mesmo que não fosse para ele, atingia-o profundamente. Tentava conciliar os estudos, a autocobrança e a necessidade de parecer forte, mesmo quando não queria ser forte.
Com o tempo, começou a mudar. Dores de cabeça, insônia, irritabilidade, falta de atenção e um cansaço constante passaram a fazer parte da sua rotina, especialmente após dias estressantes. Por fora, ele sorria; por dentro, estava à beira de um colapso.
— Vira homem, Caio! Homem algum deve usar maquiagem, mesmo que você diga ser só "hidratante labial." — a voz tinha um certo tom de zoação.
Vinícius, que não suportava mais ouvir esse tipo de comentário, explodiu:
— Que comentário idiota! A maquiagem, afinal de contas, foi criada para uso masculino! Além disso, se ele gosta de usar o hidratante labial, por que você tem que se envolver nisso? E outra! Ele não vai deixar de ser homem porque passou um simples hidratante labial.
— Não me importo com os homens da antiguidade, eles não tinham a mesma consciência que nós temos hoje. Eu, por exemplo, sou bem mais homem do que qualquer homem desse período. — retrucou o agressor, com um sorriso de deboche no rosto. Vinícius o reconheceu: Era o Marcos.
— Se você "é bem mais homem do que qualquer um daquele período", o que não é verdade, por que você não vai lutar em alguma guerra, como eles faziam?
Marcos parecia encurralado, seu sorriso presunçoso sumiu. Ele cerrou os punhos e rangeu os dentes. Por isso, resolveu mudar a direção dos ataques, falando sobre a aparência de Vinícius. O garoto escutou calado, esforçando-se para ignorar o colega e seus comentários. Felizmente, ele conseguiu.
Em casa, naquela mesma noite, Vinícius se sentiu culpado: "Eu deveria mesmo ter reagido?", "Tenho certeza que ele vai pegar no meu pé até o final do ano...", "Eu podia deixar que Caio ouvisse aquilo calado. Não deveria pegar a dor dele para mim." Ele sabia que estava certo em ter defendido o colega, mas a que custo? Com certeza seria ridicularizado pelos colegas até o fim do ano escolar. Ele não queria sentir a sensação de ser o alvo de piadas novamente. Olhou-se no espelho, as ofensas de Marcos se refletiam ali. Ele via uma caricatura de si próprio, e os traços marcantes eram apenas os seus defeitos...
Na manhã seguinte, Vinícius estava decidido, não seria mais o oprimido. Chegou a escola e tentou se aproximar de Marcos, tentando parecer ainda mais forte do que nunca. Cada piada que Marcos fazia, o garoto ria, mesmo que fosse da coisa mais repulsiva, mesmo que seu estômago embrulhasse... Ele não podia mais ser o garoto fraco, a chacota. Não podia mais se reconhecer, não parecia o mesmo Vinícius doce que fôra algum dia. Sentia como se fosse um estranho dentro de sua própria mente, como se o verdadeiro Vinícius tivesse sido substituído. Uma vez, Marcos fez um comentário misógino sobre uma das garotas da sala. Vinícius engasgou, não queria rir daquilo, aquilo era nojento... Ele sentiu seu estômago se revirando.
— Por que não vai rir, Vini? Você não concorda comigo?
O maxilar do garoto travou. Suas pupilas dilataram. Ele não ficaria mais calado.
— Claro que não, isso que você disse foi nojento... Isso é até crime, sabia?
— Eu não me importo! É apenas humor. Você quer cortar a minha liberdade de expressão?
— A sua liberdade acaba a partir do momento que fere a do outro, babaca!
— Ah, cala a boca. Você realmente quer voltar a ser o motivo de todos rirem?
— O coração de Vinícius pulou, ele sentiu seu mundo desabando, mas resistiu:
— Não me importo, apenas não quero mais ser um lixo como você!
As semanas foram passando, com isso, o bullying aumentava cada vez mais. Ele não era mais somente verbal, mas se tornou físico e psicológico. Vinícius, mais do que nunca, sentia que não tinha ninguém que pudesse lhe salvar daquela situação, que ninguém se importaria com ele caso ele... sumisse.
Certo dia, após uma prova de ciências, a professora Biatriz estava sentada em sua mesa, corrigindo algumas provas. Vinícius ficou por último na sala, ainda arrumando seus materiais. A professora olhou para o garoto e notou seu olhar distante e suas olheiras profundas. Ela se aproximou e tocou seu ombro.
— Está tudo bem, querido? — Aquelas simples palavras fizeram com quem os olhos de Vinícius se umedecessem. Ele apenas abraçou a professora e chorou em seu ombro. Após alguns minutos sendo consolado, contou tudo: o bullying, os problemas com a autocobrança, a tentativa de se encaixar... A educadora o escutou, sem julgamentos.
— Você não está errado por sentir. Muito menos está sozinho. Vamos resolver isso juntos, tá? Sempre pode contar comigo para tudo! — Ela o abraçou mais uma vez. Ele sorriu e pela primeira vez em muitos meses, sentiu o seu coração pulsar alegremente. Após tudo isso, Vinícius mudou: estava mais calmo, dormindo bem e aprendendo, pouco a pouco, a não carregar o mundo sozinho.
No dia seguinte, antes da aula começar, a orientadora escolar apareceu e chamou Marcos para uma conversa particular em sua sala. O garoto olhou para Vinícius com um olhar de ódio puro, mas saiu com ela sem dizer nada. Mais tarde, quando voltou, não parecia o mesmo que havia saído. Não parecia estar arrependido ou ter sido derrotado, apenas irritado, talvez por ter ouvido várias coisas que ele nunca cogitou que poderia ouvir. Sentou-se em sua cadeira e passou o resto do dia com a cara fechada, não abriu a boca, não riu, não provocou ninguém, apenas ficou calado. Aquele silêncio estranho permaneceu por duas semanas. Marcos permanecia igual: ignorante, distante, achava-se superior... mas algo em seu comportamento havia mudado.
Todos pensavam que ele só estava na dele, tramando algo para humilhar alguém, mas isso nunca aconteceria novamente. Vez ou outra, Marcos parecia querer soltar um olhar maldoso. Abria a boca, mas, quando olhava para Vinícius, calava-se no mesmo instante, era como se houvesse algo o prendendo, não era culpa, mas a consciência de que, para seus atos, haveria consequências. Vinícius notou cada palavra engolida pelo outro garoto, cada vez que ele desistia no meio do caminho.
Embora aquilo não fosse um conforto real, era uma prova de que Vinícius não estava mais sozinho naquele ambiente que o sufocava. Marcos não se transformou, continuava arrogante, agressivo no olhar, preso às próprias ignorâncias. Não se tornou alguém melhor, nem tentou fingir que tinha tentado. Porém, parou de provocar, de humilhar, de ser sombra na vida de alguém. Mesmo que fosse pouco, para Vinícius era o suficiente. Ele não queria que Marcos mudasse. Não queria um pedido de desculpas perfeito, tudo o que queria era paz e, depois de tanto sofrimento, ela finalmente chegava, discreta e imperfeita, mas real.
você sabia?
CURIOSIDADE SOBRE O NOME DO MUNICÍPIO DE GOIANIRA
Prof. Leonarlley Rodrigo Silva Barbosa
No dia 25 de março, comemoramos o aniversário de 104 anos do município de Goianira. Então, quero trazer uma curiosidade para você. Você sabia que o nome Goianira é o nome de uma criança? O nome completo dela era Goianira Cézar Lima. Foi ela que deu origem ao nome do município. Mas por que escolheram o nome dela?
Bom, os nomes de seus pais eram Nolberto Fernandes de Lima e Ana Martins de Lima. A mãe de Goianira foi a primeira professora da região e ministrava aulas na antiga Escola Isolada São Geraldo, entre 1943 e 1949, época em que o município ainda era conhecido como Distrito de São Geraldo.
Naquele período, o nome dessa criança chamou a atenção das lideranças locais, que pediram autorização aos seus pais para utilizá-lo na nomeação do novo município. Assim, o Distrito de São Geraldo foi elevado à categoria de município com o nome de Goianira.
Dona Goianira faleceu aos 87 anos, em junho de 2022.
EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS SOBRE GOIANIRA
Orientação: Prof. Luciano Roriz
4º ano B
Escola Municipal Lázara Maria da Costa (Goianira - GO).
RELEITURAS
A turma do 4º ano C da Escola Municipal Francisco Xavier Vieira - Extensão São Domingos, orientada pelo professor Paulino Antonio da Silva Moreira, realizou um trabalho de releitura das obras de Ivan Cruz, artista conhecido por retratar brincadeiras infantis tradicionais. Para introduzir o tema, o professor apresentou aos alunos uma releitura feita por ele mesmo, representando crianças andando de bicicleta. A imagem serviu como exemplo para mostrar o processo de releitura: observar a obra original, compreender seus elementos principais e, a partir deles, criar uma nova interpretação mantendo a essência, mas com toques pessoais de criatividade.
A partir dessa explicação, os estudantes exploraram as obras de Ivan Cruz e escolheram as brincadeiras que mais os representavam, como cabo de força, bolinha de gude, cirandas e carrinho de rolimã. Em seguida, pintaram as obras do artista criando obras com novas cores e texturas, valorizando cores, movimentos e expressões presentes nas brincadeiras retratadas. Além de desenvolver habilidades artísticas, a atividade permitiu que a turma refletisse sobre a importância das brincadeiras tradicionais na infância e na cultura brasileira, resgatando memórias e fortalecendo a identidade cultural por meio da arte.
RELEITURAS
Orientação: Prof. Paulino Antoinio da Silva Moreira
4º ano C
Escola Municipal Francisco Xavier Vieira - Extensão São Domingos (Anicuns - GO).



















