Vol. 8, Nº 33, Novembro/2017

Aos leitores

Tem gente que quer crescer sempre, não é? O Folhinha Aplicada parece acompanhar essa gente. Desde o seu primeiro número, podemos observar esse desejo. Claro, quem alimenta isso é você ao participar do projeto. Propõe ajustes, novidades e apresenta novas possibilidades. Assim, chegamos a essa edição: a primeira on-line, com mais espaço para interagir, lançar suas produções audiovisuais e muito mais. Confira! Além disso, você acha que garrafa de plástico é a melhor maneira de guardar água para consumir? Depois de ler o texto Pseudo-verde, queremos saber sua opinião sobre isso. Na animação Meu amigo Totoro, de Hayao Miyazaki, os personagens convivem com amigos imaginários. E você, tem algum? Leitores do Folhinha contam suas experiências sobre isso. Boa leitura e até a próxima edição.

Cantinho da leitura

AMIGA IMAGINÁRIA

Texto: Geovanna dos Santos 

Ilustração: Gabriel Teodoro Mendes da Silva

 Turma D1 Escola Municipal Nossa Senhora da Terra. 

        Eu tive uma amiga imaginária que se chamava Júlia. Eu e minha amiga Ana Flávia brincávamos de escolinha, eu era a aluna e ela a professora. Aí eu fingia ter muitos amigos e amigas imaginárias para serem meus colegas de classe e meu nome era Roberta e da Ana Flávia era Seissa. Quando a gente brincava tinha tarefa, lanche, recreio e ia embora, era muito legal e até hoje a gente faz isso. Também brincamos de mamãe e filhas: a Ana é a mãe e eu a filha mais velha e a outra filha era a pequena. A gente inventava o pai e eu amo essa brincadeira.

BRINCADEIRAS QUE CONVERSO SOZINHA

Texto: Laíz Ribeiro Nunes

Ilustração: Maria Fernanda Araújo Santana

Turma D1 Escola Municipal Nossa Senhora da Terra.

       

        Quando eu vou brincar sozinha brinco com as minhas bonecas. Uma boneca é minha filha e as outras são primas e amigos e cada uma tem um nome. Eu converso com elas e depois finjo que está conversando comigo.

        Eu pego as minhas panelinhas e faço comidinhas para as minhas bonecas com folha verde, flor e cebola. Também coloco roupinhas e saio para passear e fazer compras de mentirinha. Brinco que elas vão viajar para um lugar muito longe e eu cuido da casa das bonecas para quando chegar a casa está limpa.

Dicas do Folhinha

           Hoje assistimos ao curta metragem "A língua das coisas" inspirado na obra de Manoel de Barros, dirigido por Alan Minas e lançado em 2014. 

        Em um sítio longe de tudo morava o menino Lucas e seu avô. O avô de Lucas era diferente, ele sabia a língua do rio e das plantas. Mas Lucas estava cansado disso, porque o avô dizia que pescava palavra por palavra no rio. 

          Um dia a mãe de Lucas levou ele para viver na cidade e o avô não gostou disso, mas achou importante ele ir, porque lá ele iria aprender a língua de gente. O avô colheu palavras em uma árvore para Lucas levar com ele para a cidade, palavras como saudade, amor, história, forró, cafuné. 

           Na sua nova escola o menino não sabia a língua de gente e todos achavam que ele era maluco. Ele sabia apenas a língua do rio e das plantas, porque tinha aprendido com seu avô.

        Em seguida sua mãe recebe a notícia da morte do avô. De volta ao sítio, Lucas corre em desespero na esperança de encontrá-lo, na ilusão daquela notícia ser uma história inventada. Mas não é. Triste e desolado, ele senta na margem do rio e sem se dar conta muitas palavras são trazidas pela correnteza.

              Eu gostei muito do filme, porque ele é bonito, triste e poético. Eu indico o filme para a minha irmã, mas se ela ver o filme irá chorar.

Texto e ilustração: Giovana Ramos de O. Gentil 3º ano A - Cepae/UFG.

Folhinha Cultural

Desenho inspirado no curta Duck Vs Hand. O autor do vídeo é o austriaco Timothy Straight exibido no Festival da Rede Minuto "Os melhores de 2016" realizado no Cine UFG.
Ilustração: Tereza Plaza Pedrosa 1º ano do Ens. Fundamental - Cepae/UFG.

Para saber mais

PSEUDO-VERDE

Sofia Carvalho Rocha - 2º ano do Ensino Médio Cepae/UFG

Em época de estampar partido e levantar bandeira, feliz é aquele que ao reutilizar uma garrafa plástica acha que está salvando o meio ambiente. Feliz é aquela que saúda a natureza no Dia da Árvore em uma postagem no Facebook. Feliz é aquela multinacional que imprime no rótulo do produto sua mais nova iniciativa ecossustentável. Já encorajava o dito popular: jogar verde para colher maduro. Entretanto, até onde essas práticas, supostamente verdes, contribuem para a conscientização e a busca por um equilíbrio ambiental?

 

A começar pela questão da garrafa plástica: estima-se que 50% do plástico do planeta é usado apenas umas vez antes de ser descartado. O desafio é elaborar um descarte apropriado. O ritmo de produção atual, consequentemente, traz um problema disputatorial de matéria-prima. Tendo isso em vista, a reutilização de garrafas de água parece ser a campanha certa a se seguir. Contudo, qual o motivo por trás da decisão de algumas cidades pelo mundo de banir os engradados plásticos que armazenam especificamente água? A justificativa é dada por uma série de estudos sobre a composição química das garrafas e das alterações que estas podem sofrer.

 

As garrafas não são feitas para a reutilização. Constituem um ambiente úmido, fechado que obtém contato direto com a boca e as mãos, criando o local perfeito para a proliferação de bactérias. Além disso, quando expostas ao calor, as garrafas contaminam a água com um composto chamado Bisfenol A (BPA), que se desprende do material plástico. Porém, nem todo engradado possui BPA em sua fórmula. As garrafas tipo PEF (politereftalato de etileno) são mais resistentes, o que não exclui a possibilidade de apresentar problemas. Foram registrados casos de alteração hormonal, mutação genética e disfunções ligados ao uso contínuo de garrafas plásticas bem como ao consumo de seu conteúdo, seja água ou outro bebida. Todavia, protagoniza-se a água porque acredita-se que a água engarrafada é mais limpa e de melhor qualidade que a água encanada. Dessa maneira, a comercialização de garrafas d’água não sofreria sanções mesmo se fosse de conhecimento público os possíveis danos à saúde.

 

A cidade de Concord, nos EUA, proibiu a venda de garrafas de água para consumo individual em 2012 e desde então investe na qualidade da água encanada. Essa medida se deu pela atuação de ativistas que perceberam que a água engarrafada vinha das mesmas fontes de saneamento administradas pelo município. Autores de lei com a mesma proposta em São Francisco, EUA, afirmaram que um terço da água engarrafada é água comum, encanada, e embalada. Em decorrência disso, o preço e a qualidade da água vendida em garrafa passaram a ser questionados no mundo todo. O marketing da indústria de bebidas foi fortemente questionado por induzir a desconfiança em relação à água de torneira, encanada.

 

A iniciativa de Concord e de São Francisco mostra-se como a solução mais cabível, mas levanta outras questões, com o a de distribuição de água em espaços públicos e grandes eventos. Para que isso fosse resolvido, a administração de Concord optou por construir estações de abastecimento de água pela cidade, uma nova geração de bebedouros. No inverno, os bebedouros são desligados para que os cabos não congelem e o comércio local oferece água gratuita para hidratar a comunidade. Nos supermercados e lojas de conveniências, as prateleiras e geladeiras trocaram a água comum por bebidas saborizadas. Os cidadãos reclamam de não ter a opção de beber algo mais saudável e, ironicamente, esse foi o mesmo argumento usado pelas representações de grandes empresas do ramo para convencer os supervisores do Conselho a apoiar a comercialização de água em garrafas.

 

A suspensão de venda de garrafas plásticas não é uma tendência mundial, pois envolve uma reestruturação do sistema de saneamento básico e esgoto. Para que possa vir a funcionar de fato, seria necessária uma reorganização do abastecimento de água. Enquanto isso não acontece, a sustentabilidade é apenas mais um conceito apropriado pelo capitalismo para colher maduro.

História em quadrinhos

Texto e ilustração: Victor Hugo N. de Jesus 5º ano A - Cepae/UFG.

Adivinhas

O QUE É, O QUE É

1) Quem tem o poder de virar a cabeça dos homens?

 

2) Tem sempre o mesmo peso, não importa o seu tamanho?

 

3) Ninguém quer ter, mas quem tem não quer perder?

 

4) Que ninguém pode segurar nem 5 minutos, mas é leve como uma pluma?

 

5) Que é cheio de buracos mas segura água?

 

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Fonte: ROCHA, Ruth. O que é, o que é? Ilustração Walter Ono. São Paulo: Quinteto Editorial, 1988.

Sete erros

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Ilustração: Gabrielle Tomaz Santos - 5º ano B - Cepae/UFG

QUEM FEZ ESTA EDIÇÃO:

Maria Alice de Sousa Carvalho Rocha, Leonarlley Rodrigo Silva Barbosa, Santiago Lemos, Wanessa Rocha, Luciana Parente Rocha, Joycelaine Aparecida de Oliveira.

folhinhaaplicada@gmail.com   /  Av. Esperança, S/N - Campus Universitário, Goiânia - GO, 74690-900

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