Vol. 17, Nº 05, outubro/2026
82º EDIÇÃO
AOS LEITORES
Olá, leitor! Olá, leitora!
Você já parou para pensar em como nossas atitudes podem transformar o dia de alguém? Uma palavra gentil, uma mão estendida, uma brincadeira compartilhada ou o reconhecimento do trabalho de outra pessoa podem fazer muita diferença na vida em comunidade. Nesta edição do Folhinha Aplicada, reunimos histórias, poemas e experiências que nos convidam a pensar sobre respeito, cooperação e as diferentes maneiras de aprender e conviver.
No Cantinho da Leitura, três poemas escritos por estudantes do Colégio Estadual da Polícia Militar Setor Palmito abordam um assunto muito importante: o enfrentamento ao bullying. As produções nos convidam a refletir sobre os efeitos do preconceito e do desrespeito e sobre a importância da união, do acolhimento e da inclusão na construção de relações mais respeitosas.
Na seção Mãos à Obra, vamos conhecer experiências que mostram como a criatividade e a ludicidade podem contribuir para a aprendizagem. As propostas envolvem diferentes formas de explorar a leitura, a escrita e a consciência ambiental, aproximando os conhecimentos escolares das brincadeiras e das atividades práticas.
Em Para Saber Mais, temos duas produções do CEPAE/UFG que nos convidam a olhar com atenção para questões importantes da sociedade: o antirracismo e a valorização de pessoas e trabalhos que muitas vezes passam despercebidos. São reflexões que nos ajudam a reconhecer as diferenças, questionar desigualdades e compreender a importância de uma convivência baseada no respeito e na valorização de todas as pessoas e profissões.
E, para completar a edição, a seção Desenhos no Folhinha apresenta produções inspiradas no Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. Por meio da arte, as crianças também participam dessa conversa e mostram que os desenhos podem ser uma forma de expressar ideias e chamar a atenção para temas importantes.
Esperamos que você encontre nesta edição motivos para ler, brincar, refletir e, principalmente, agir! Afinal, cada um de nós pode contribuir, com atitudes e escolhas, para a construção de uma escola e uma sociedade em que todas as pessoas sejam respeitadas e valorizadas. Essa transformação também começa com você!Boa leitura!
CANTINHO DA LEITURA
ATITUDES QUE CURAM
Autor: Samuel Queiroz Linhares - 7º ano D
Orientação: Prof. Fábio Stoffels
Colégio Estadual da Polícia Militar Setor Palmito (Goiânia - GO)
O preconceito cega a humanidade
E faz o bullying se fortalecer,
Afasta as pessoas da realidade
E faz a alma empobrecer.
A dor daquele deboche faz o meu coração congelar
Sufocando o peito, como se faltasse o ar.
O pavor diário não deixa a alma descansar
E faz o choro em segredo transbordar.
O bullying causa sofrimento profundo,
Mas o medo não pode nos calar.
Se a dor for do tamanho do mundo,
A cooperação surge para tudo mudar.
O trabalho em equipe,
Faz a luz reacender.
Quando estendemos a mão,
Fica fácil o bullying combater.
O bullying perde a força e perde o poder,
Quando a nossa voz decide escolher.
Unidos no afeto e na proteção,
A nossa maior arma é a inclusão.
O PODER DA UNIÃO
Autor: Heitor Ramos de Souza - 7º ano B
Orientação: Prof. Fábio Stoffels
Colégio Estadual da Polícia Militar Setor Palmito (Goiânia - GO)
A crueldade sussurava no canto da sala,
Trazendo uma dor do tamanho do mundo.
O preconceito é uma sombra escura que cala,
deixando a cabeça em sofrimento profundo.
O riso maldoso machuca como pedra,
causando feridas difíceis de se ver,
mas, quando a força do respeito colabora,
nenhum sofrimento vai mais nos vencer.
A cooperação é a nossa saída.
Se todos ajudam a estender a mão,
O acolhimento transforma uma vida,
Tirando a dor para o nosso coração.
UNIÃO E COOPERAÇÃO
Autor: Luísa Borja Campos - 7º ano A
Orientação: Prof. Fábio Stoffels
Colégio Estadual da Polícia Militar Setor Palmito (Goiânia - GO)
A menina sozinha
guardava o choro no coração.
Sofrida estava com palavras
de quem não tinha compaixão.
Alguém de bom coração a viu
e resolveu não se calar.
Outros colegas também vieram,
todos querendo ajudar.
A pobre menina não estava mais sozinha,
mas não por apenas uma pessoa,
e sim por várias, com união e cooperação,
que quiseram ajudar.
MÃOS À OBRA
VIVÊNCIA LÚDICA: CAMINHOS PARA A APRENDIZAGEM
Orientação: Profa. Danielle Yasmin e Silva Milhomem
Escola Municipal Chico Martins (Goianira - GO)
Aprender brincando torna a alfabetização mais prazerosa e significativa!
Desenvolvido pela professora Danielle Yasmin e Silva Milhomem, na Escola Municipal Chico Martins, em Goianira (GO), o projeto apresenta a atividade “Bafo da Leitura”, realizada com estudantes do 2º ano dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. A proposta transforma a tradicional brincadeira de bater cartinhas em uma estratégia pedagógica que busca desenvolver habilidades de leitura e escrita, estimulando a atenção, a criatividade, a autonomia e a interação entre os estudantes.
CRIATIVIDADE E SUSTENTABILIDADE: APRENDENDO COM MATERIAIS RECICLÁVEIS
Orientação: Prof. Luciano Roriz e Guilhermina Pires
Escola Municipal Lázara Maria da Costa (Goianira - GO)
Os estudantes do 4º ano “B” da Escola Municipal Lázara Maria da Costa, sob a orientação dos professores Luciano Roriz e Guilhermina Pires, participaram da 2ª vivência do Projeto LEIA – Gênero: Texto Instrucional, desenvolvendo brinquedos a partir de materiais recicláveis.
A atividade teve como objetivo estimular a criatividade, a consciência ambiental e o desenvolvimento da leitura e da escrita, por meio da produção de brinquedos e da elaboração de manuais de instrução, relacionando os conhecimentos trabalhados em sala de aula às experiências práticas dos estudantes.
Entre as produções estão foguetes, carrinhos, aviões, bilboquês e diversos outros brinquedos, demonstrando como materiais reutilizáveis podem ganhar novas funções por meio da criatividade.






PARA SABER MAIS
APRENDENDO A CONSTRUIR UMA ESCOLA ANTIRRACISTA
Orientação: Profa. Jaqueline Aparecida Barbosa
Cepae/UFG (Goiânia - GO).
Durante o segundo bimestre de 2026, os estudantes do 3º ano B do CEPAE/UFG, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Jaqueline Aparecida Barbosa, participaram de atividades sobre antirracismo na disciplina Bem-viver.
Por meio de histórias, músicas, vídeos e produções artísticas, as crianças refletiram sobre identidade, diversidade, respeito e valorização das diferenças. Como resultado desse percurso, produziram coletivamente o Manifesto Antirracista “Somos um só”, reafirmando o compromisso com uma escola mais inclusiva, respeitosa e livre de preconceitos.

INVISÍVEIS AOS OLHOS, ESSENCIAIS À SOCIEDADE
Autores: Estudantes do 5º ano B
Orientação: Profa. Flávia Pereira Lima
Cepae/UFG (Goiânia - GO).
A turma do 5ºB do CEPAE conversou bastante sobre as pessoas invisibilizadas na sociedade. A discussão aconteceu depois das leitura dos livros Aporofobia e Os Pombos, ambos de Blandina Franco e José Carlos Lollo, e Os Invisíveis, de Tino Freitas e Odilon Moraes. Pensando no contexto escolar, a turma percebeu que, se não prestarmos atenção, deixamos de valorizar o importante trabalho de alguns funcionários da nossa escola. Assim, decidiram escrever uma cartinha de agradecimento para a equipe da cozinha e também escreveram textos individuais refletindo sobre a desigualdade em nosso país, como vocês podem conferir abaixo:
Goiânia, 05 de outubro de 2026.
Olá, equipe da comida!
Somos a turma do 5º Ano B. Estamos no CEPAE há muitos anos e todos os dias estamos estudando, fazendo bagunça e comendo o lanche da escola.
Muito obrigado pelo lanche de todo dia. Percebemos que ele é feito com carinho, dedicação e trabalho duro. Todos os dias vocês acordam cedo para fazer o nosso lanche maravilhoso. Mesmo nas nossas férias, vocês continuam vindo à escola.
Os lanches e a comida são deliciosos e saudáveis. O top 3 das comidas preferidas são: estrogonofe, arroz com linguiça e galinhada. A gente gostaria, se possível, que voltasse o leite caramelizado com canela, iogurte, canjica e pipoca.
Agradecemos muito pelo nosso lanche que sempre comemos com alegria!
Abraços,
Turma do 5ºAno B - 2026
A DESIGUALDADE NO NOSSO BRASIL
Autor: Lucas Ravel - 5º ano
Orientação: Profa. Flávia Pereira Lima
Cepae/UFG (Goiânia - GO).
O Brasil enfrenta uma profunda desigualdade econômica, que deixa muitas pessoas marginalizadas e incapacitadas para a sociedade. Por conta da pobreza extrema, muitas não têm o básico para viver com dignidade.
Essa situação ou preconceito contra os pobres chama-se aporofobia. Ela se manifesta no dia a dia e até na arquitetura hostil, como colocar grades e pedras pontiagudas nos sob pontes para afastar as pessoas em situação de rua.
Para combater esse problema, são fundamentais as políticas públicas, como o Bolsa Família, que ajuda no combate à fome, além de leis que proíbem a arquitetura hostil. Contudo, ainda precisamos de mais ações em habitação e trabalho.
O que desejamos para o nosso país é uma sociedade com menos desigualdade, onde todos tenham oportunidades iguais e sejam tratados com respeito e empatia.
desenhos no folhinha
AGOSTO LILÁS
Orientação: Prof. Michel Franco
Escola Municipal Lázara Maria da Costa (Goianira - GO).





